O Bahia tem um novo dono para a camisa 8. Na escalação divulgada para o duelo contra a Jacuipense, neste sábado de Carnaval, o nome de Caio Alexandre apareceu em destaque vestindo o número mais simbólico da história tricolor.
A troca ocorre após a saída de Cauly para o São Paulo por empréstimo até o fim de 2026. O volante, que antes vestia a 19, passa a herdar um número que, no Esquadrão de Aço, carrega um peso diferente do padrão tradicional do futebol.
Em quase todos os clubes, a camisa 10 representa o principal “craque” da equipe. No Bahia, a lógica é outra. Ao longo das décadas, a 8 ganhou status de camisa mais nobre do elenco.
Por que a 8 é a mais pesada do Bahia?
A tradição remonta aos anos 70, quando Douglas eternizou o número nas campanhas históricas do clube. Artilheiro, protagonista e referência técnica, ele consolidou a ideia de que, no Bahia, “a dez é a oito”.
O legado foi reforçado por outros nomes marcantes, como Bobô, que também vestiu o número em momentos grandiosos – o maior deles no título do Campeonato Brasileiro de 1988.
Ao assumir o número, Caio Alexandre passa a integrar essa linhagem histórica. Uma das referências técnicas do elenco e peça de confiança do técnico Rogério Ceni, o volante agora carrega também o simbolismo que acompanha a camisa.





