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Complexo do Nordeste de Amaralina registra recorde de violência em 2026, aponta levantamento

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Uma Semana das Bases Comunitárias de Segurança do Nordeste de Amaralina,depois de Inauguradas. Foto: Elói Corrêa/ SECOM
Foto: Elói Corrêa / SECOM

Complexo do Nordeste de Amaralina registrou, em 2026, o maior índice de violência armada desde o início do monitoramento do Instituto Fogo Cruzado na Bahia. Os dados divulgados nesta quinta-feira (28) pela entidade apontam um crescimento expressivo no número de tiroteios, mortos e feridos na região, acendendo alerta para autoridades de segurança pública e demais poderes do Estado.

Entre 1º de janeiro e 25 de abril deste ano, o território – formado pelos bairros Nordeste de Amaralina, Vale das Pedrinhas, Chapada do Rio Vermelho e Santa Cruz – contabilizou 26 tiroteios e 40 pessoas baleadas. Deste total, 30 morreram e 10 ficaram feridas.

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 19 tiroteios, 12 mortos e quatro feridos, os números mostram uma escalada da violência: aumento de 37% nos tiroteios e crescimento de 150% nos índices de mortos, feridos e pessoas baleadas.

Os dados também revelam o peso das ações policiais no cenário da violência armada da região. Dos 26 tiroteios registrados em 202625 ocorreram durante operações ou intervenções policiais. Nessas ações, 39 pessoas foram baleadas – 29 morreram e 10 ficaram feridas.

Na prática, apenas uma pessoa baleada no Complexo do Nordeste de Amaralina neste ano não foi atingida em contexto de ação policial.

O levantamento mostra ainda que o avanço da letalidade policial vem crescendo nos últimos anos. Em 2025, das 13 pessoas baleadas em ações policiais na região, 10 morreram. Já em 2026, o total de baleados em operações saltou para 39 pessoas.

Os números reforçam o debate sobre segurança pública na Bahia e pressionam governos, órgãos de controle e instituições do sistema de Justiça diante do aumento da violência em áreas periféricas da capital baiana. O cenário reacende discussões sobre políticas de enfrentamento ao crime, letalidade policial e proteção de moradores em territórios historicamente marcados por conflitos armados.

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