O Carnaval de Salvador de 2026 encerrou com 437 ocorrências de violação de direitos humanos, conforme balanço divulgado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) na quarta-feira (18).
O Circuito Barra-Ondina concentrou a maioria dos registros, respondendo por 52% dos casos. De acordo com o Plantão Integrado, metade das ocorrências foi classificada como provável crime, enquanto as demais envolveram violações de direitos (30%) e vulnerabilidade social (20%).
O trabalho infantil foi a principal violação identificada, com 118 casos, a maioria envolvendo crianças negras que acompanhavam vendedores ambulantes nos circuitos. A rede de proteção também contabilizou 56 situações de vulnerabilidade extrema envolvendo menores de idade.
No espectro criminal, o balanço destacou 58 episódios de violência física e 27 crimes sexuais, tendo mulheres negras como as principais vítimas nessas categorias.
Foram registrados ainda 29 casos de trabalho indecente, além de crimes de racismo, LGBTfobia e violência institucional.
A operação contou com mais de 200 profissionais de 40 instituições, que atuaram em postos fixos e equipes volantes para garantir a assistência às vítimas durante os dias de folia.





