O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acredita que os Estados Unidos devem adiar a decisão que coloca em vigor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida está prevista para começar no dia 15 de julho.
O governo dos EUA sinalizou que ainda existe a possibilidade de adiamento da iniciativa. A avaliação no Brasil é de que Donald Trump já adotou estratégias parecidas contra outros países, encerrando tarifas após negociações.
Representantes dos principais setores produtivos do Brasil terão a oportunidade de debater com o governo norte-americano sobre o tema a partir desta segunda-feira (6). As conversas seguem até a próxima terça-feira (7) e contarão com a presença do senador e pré-candidato à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Estratégias do Brasil
O Planalto tenta isolar a família Bolsonaro das tratativas afastando o viés político da pauta. O objetivo é convencer os EUA, de forma técnica, que o país deve negociar com o Brasil e evitar a sobretaxa.
Um relatório do governo dos EUA indica que o Brasil favorece o sistema de pagamentos Pix em relação a concorrentes do mercado. Eles também investigam suspeitas de questões ambientais, problemas de combate à corrupção e pirataria, além de outros pontos da política econômica do país.
De acordo com a estimativa do Planalto, caso a taxação entre em vigor, setores como máquinas, equipamentos, plásticos, calçados, pescados e crustáceos serão os mais afetados.



